Dos diários de Lucy, possuidora de leve tendência …

27 11 2006



A ESTRELLA: Francisca Clotilde e literatura femini…

22 11 2006

A ESTRELLA: Francisca Clotilde e literatura feminina em revista no Ceará (1906-1921)
Luciana Andrade de Almeida

Lançamento
Data: 27 de novembro de 2006
Horário: 18h30
Local: Museu do Ceará
Rua São Paulo, 51 - Centro
Fortaleza - CE
Volume 45 da coleção Outras Histórias

Livro que inicia com uma receita de goiabada e termina contando a história de uma revista que durou 15 anos. Assim é A ESTRELLA: Francisca Clotilde e literatura feminina em revista no Ceará (1906-1921), da autoria da jornalista e historiadora Luciana Andrade de Almeida. O volume 45 da coleção Outras Histórias, do Museu do Ceará, apresenta a revista literária A Estrella, que completa seu centenário de fundação em 2006. Foi a menina dos olhos da escritora cearense Francisca Clotilde (1862-1935), cearense nascida em Tauá, região dos Inhamuns. Ao lado de sua filha, Antonieta Clotilde, e de quase uma centena de colaboradores e colaboradoras de todo o País, as “Clotildes” mantiveram a publicação, que apareceu em Baturité-CE a 28 de outubro de 1906 e cujo último número circulou no final de 1921, em Aracati. Suas 193 edições, produzidas durante 15 anos, foram sustentadas pela persistência de mulheres que nutriam grande apreço à escrita e tinham por compromisso constituir espaço de produção e divulgação literária.

O texto de Luciana Andrade, desenvolvido a partir de sua monografia de conclusão do curso de Jornalismo na UFC, dá a conhecer ao leitor a trajetória de escrita de Francisca Clotilde, que dedicou meio século de sua vida à literatura e ao ensino. Foi a primeira professora do sexo feminino a lecionar na Escola Normal do Estado, aos 22 anos de idade (1884). Era um período de intensa atividade intelectual no Ceará, com o aparecimento de agremiações literárias, bibliotecas, circulação de mais de uma centena de jornais, na última década do século XIX.

A escrita foi um meio que possibilitou inserção mais representativa das mulheres nessa esfera intelectual, predominantemente masculina até então, alargando suas possibilidades de atuação social. Clotilde habitava esse mundo de leituras, leitores, escritas, circulação de idéias. Foi republicana e abolicionista, tendo pertencido ao Clube Literário (1886). Ali colaborou com artigos, contos e versos, ao lado de Antônio Sales, José Olimpio, Juvenal Galeno, Justiniano de Serpa. Foi desenvolvendo a escrita em várias formas, como sonetos, publicidades, peças de teatro. Para conquistar espaços, contudo, a escritora não masculinizou sua escrita ou utilizou pseudônimos de homens: sua outra identidade literária era Jane Davy e, em sua trajetória escrita, posicionou a mulher e suas idéias no espaço da imprensa. Tematizou o universo feminino - em 1902, publicou romance de título controverso, A Divorciada, revelando sua experiência pessoal.

Em 53 anos dedicados às letras e ao ensino, Francisca Clotilde colaborou em grande número de periódicos, como O Domingo, A Quinzena, Folha do Commercio, Almanaque do Ceará, A Cidade, Ceará Ilustrado, A Fortaleza, A Evolução, Revista Contemporânea, A República, na folha operária O Combate e no abolicionista O Libertador. Publicou, ainda, Coleção de Contos (1897), Noções de Aritmética (1889), A Divorciada (1902), Fabíola, drama sacro em 3 atos (s/d), o drama Santa Clotilde (s/d) e Pelo Ceará (1911), série de artigos políticos editados na Folha do Commercio, em apoio à queda da oligarquia aciolina e a favor da candidatura de Franco Rabelo.

Contrariando o senso comum, encontra-se, através da história de Francisca Clotilde, várias mulheres que insistiram e conseguiram manter um jornalzinho, uma revista, publicar livros e exercitar o fazer literário. A escritora pode ser situada em um contexto sócio-histórico que permitia sua atuação. Partindo da trajetória de Clotilde, apreende-se uma visão diferente das tradicionais abordagens da história sobre mulheres, freqüentemente representadas como oprimidas, vítimas ou coadjuvantes. Suas experiências e lugares sociais são elementos para a compreensão de sua expressão pública, espaços femininos de sociabilidade e o diálogo com intelectuais.

Era uma mulher do seu tempo, que se afirmou pela palavra.

A autora
Luciana Andrade de Almeida nasceu em São Paulo, em 1983. É jornalista, formada pela Universidade Federal do Ceará (UFC), em 2004. Concluiu a graduação com a monografia “Das Lutas ao Cotidiano Agri-Doce: pioneirismo e ousadia na escrita feminina de Francisca Clotilde em A Estrella (1906-1921)”, orientada pela jornalista e historiadora Ana Rita Fonteles Duarte. Atualmente, é mestranda em História Social na UFC, contando com o apoio da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) na realização da atual pesquisa, que amplia o estudo sobre o percurso de escrita de Francisca Clotilde, com orientação da professora Adelaide Gonçalves.

Apoio
Associação Amigos do Museu do Ceará

Realização
Núcleo de Documentação Cultural do Departamento de História da UFC (Nudoc) e Secretaria da Cultura do Ceará

david bowie, the prettiest star



22 11 2006

A ESTRELLA: Francisca Clotilde e literatura feminina em revista no Ceará (1906-1921)
Luciana Andrade de Almeida

Lançamento
Data: 27 de novembro de 2006
Horário: 18h30
Local: Museu do Ceará
Rua São Paulo, 51 - Centro
Fortaleza - CE
Volume 45 da coleção Outras Histórias

Livro que inicia com uma receita de goiabada e termina contando a história de uma revista que durou 15 anos. Assim é A ESTRELLA: Francisca Clotilde e literatura feminina em revista no Ceará (1906-1921), da autoria da jornalista e historiadora Luciana Andrade de Almeida. O volume 45 da coleção Outras Histórias, do Museu do Ceará, apresenta a revista literária A Estrella, que completa seu centenário de fundação em 2006. Foi a menina dos olhos da escritora cearense Francisca Clotilde (1862-1935), cearense nascida em Tauá, região dos Inhamuns. Ao lado de sua filha, Antonieta Clotilde, e de quase uma centena de colaboradores e colaboradoras de todo o País, as “Clotildes” mantiveram a publicação, que apareceu em Baturité-CE a 28 de outubro de 1906 e cujo último número circulou no final de 1921, em Aracati. Suas 193 edições, produzidas durante 15 anos, foram sustentadas pela persistência de mulheres que nutriam grande apreço à escrita e tinham por compromisso constituir espaço de produção e divulgação literária.

O texto de Luciana Andrade, desenvolvido a partir de sua monografia de conclusão do curso de Jornalismo na UFC, dá a conhecer ao leitor a trajetória de escrita de Francisca Clotilde, que dedicou meio século de sua vida à literatura e ao ensino. Foi a primeira professora do sexo feminino a lecionar na Escola Normal do Estado, aos 22 anos de idade (1884). Era um período de intensa atividade intelectual no Ceará, com o aparecimento de agremiações literárias, bibliotecas, circulação de mais de uma centena de jornais, na última década do século XIX.

A escrita foi um meio que possibilitou inserção mais representativa das mulheres nessa esfera intelectual, predominantemente masculina até então, alargando suas possibilidades de atuação social. Clotilde habitava esse mundo de leituras, leitores, escritas, circulação de idéias. Foi republicana e abolicionista, tendo pertencido ao Clube Literário (1886). Ali colaborou com artigos, contos e versos, ao lado de Antônio Sales, José Olimpio, Juvenal Galeno, Justiniano de Serpa. Foi desenvolvendo a escrita em várias formas, como sonetos, publicidades, peças de teatro. Para conquistar espaços, contudo, a escritora não masculinizou sua escrita ou utilizou pseudônimos de homens: sua outra identidade literária era Jane Davy e, em sua trajetória escrita, posicionou a mulher e suas idéias no espaço da imprensa. Tematizou o universo feminino - em 1902, publicou romance de título controverso, A Divorciada, revelando sua experiência pessoal.

Em 53 anos dedicados às letras e ao ensino, Francisca Clotilde colaborou em grande número de periódicos, como O Domingo, A Quinzena, Folha do Commercio, Almanaque do Ceará, A Cidade, Ceará Ilustrado, A Fortaleza, A Evolução, Revista Contemporânea, A República, na folha operária O Combate e no abolicionista O Libertador. Publicou, ainda, Coleção de Contos (1897), Noções de Aritmética (1889), A Divorciada (1902), Fabíola, drama sacro em 3 atos (s/d), o drama Santa Clotilde (s/d) e Pelo Ceará (1911), série de artigos políticos editados na Folha do Commercio, em apoio à queda da oligarquia aciolina e a favor da candidatura de Franco Rabelo.

Contrariando o senso comum, encontra-se, através da história de Francisca Clotilde, várias mulheres que insistiram e conseguiram manter um jornalzinho, uma revista, publicar livros e exercitar o fazer literário. A escritora pode ser situada em um contexto sócio-histórico que permitia sua atuação. Partindo da trajetória de Clotilde, apreende-se uma visão diferente das tradicionais abordagens da história sobre mulheres, freqüentemente representadas como oprimidas, vítimas ou coadjuvantes. Suas experiências e lugares sociais são elementos para a compreensão de sua expressão pública, espaços femininos de sociabilidade e o diálogo com intelectuais.

Era uma mulher do seu tempo, que se afirmou pela palavra.

A autora
Luciana Andrade de Almeida nasceu em São Paulo, em 1983. É jornalista, formada pela Universidade Federal do Ceará (UFC), em 2004. Concluiu a graduação com a monografia “Das Lutas ao Cotidiano Agri-Doce: pioneirismo e ousadia na escrita feminina de Francisca Clotilde em A Estrella (1906-1921)”, orientada pela jornalista e historiadora Ana Rita Fonteles Duarte. Atualmente, é mestranda em História Social na UFC, contando com o apoio da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) na realização da atual pesquisa, que amplia o estudo sobre o percurso de escrita de Francisca Clotilde, com orientação da professora Adelaide Gonçalves.

Apoio
Associação Amigos do Museu do Ceará

Realização
Núcleo de Documentação Cultural do Departamento de História da UFC (Nudoc) e Secretaria da Cultura do Ceará

david bowie, the prettiest star



11 11 2006

.direto ao assunto

O primeiro post, abaixo, foi apenas um preâmbulo.
E a palavra “preâmbulo”, vocês sabem, é mui-to-le-gal.

.vou te contar

Nada contra o everlasting love entre o casalzinho pré-adolescente de Páginas da Vida. Mas TUDO contra aquele Chopin - acho que é Chopin - que se intromete toda vida bem na hora H das crianças. Depois de 6037830568 sonatas e 80760572604 concertos de piano [esse personagem deve ser lobby do Renato "Queijos&Vinhos" Machado, do Bom Dia Brasil], eis que o sósia do Felipe Dylon pega de verdade, pesaaaado, a comedorazinha de cocada. Legal, se a cena não tivesse durado TRÊS capítulos. Entediante. Era tudo muito tântrico pro meu gosto.

Beija o nariz - Chopin. Agora o queixo - Chopin. Toca a alcinha da blusa - Chopin. A brisa saracoteia as janelas da casa da serra de Petrópolis - Chopin. O sol inunda o quarto no dia seguinte - …Chopin! Tudo bem que as cenas tórridas de Emmanuelle eram intercaladas com as paisagens do país em que ela estivesse, mas não há comparações. Inclusive pelos instigantes títulos, como Emanuelle and the Last Cannibals (1977), Emmanuelle Goes to Cannes (1985) ou Emmanuelle Private Collection: Emmanuelle vs. Dracula (2004).

Ah, meus 13 anos.

Sim, voltando. Forçação maior ainda foi o inimaginável diálogo pseudo-descolado-contemporâneo entre mãe e filha, com ares de cumplicidade, no day after. Isso depois de 15 flashbacks de surreais conversas da mãe com outras mães da alta sociedade, durante um chá das cinco, sobre a necessidade de sempre comprar camisinhas pros filhos e filhas e deixar na carteira deles.

- Filha! Que lindo. [abraço emocionado] Sei bem como você está se sentindo. É tão mágico!
- Mãe, queria te contar tudo, como aconteceu…
- Não, filha. Meu amor, guarda isso só pra você, no seu coraçãozinho…

Como assim?!? A menina queria contar TUDO pra mãe? Come on, que país é esse? Observem a atitude EMO dessa geração de adolescentes. Mané contar pra mãe, porra. Isso é falta de peia. Se fosse na vida real, no meu tempo, era exatamente o contrário. A gente era true nos eighties. A filha querendo esconder o chupão no pescoço, jogando o cabelo em cima e tampando com base de maquiagem - no tempo em que ainda havia chupão, claro. A mãe fingia que não sabia de nada e fuçava as coisas da gente, até encontrar as camisinhas e pílulas que tanto procurava.

.túnel do tempo

Ainda no assunto “gerações”, não posso deixar de abordar as tendências culinárias que dominam os cardápios contemporâneos. Não falo apenas do catupiry e do queijo cheddar, que invadem coxinhas, empadas, tortas, ruffles, pringles, cafés com leite e qualquer coisa que a gente consuma no dia-a-dia. Mas vocês hão de convir que há coisas, como os tomates secos, que aparentemente não existiam há, sei lá, 15 anos. No meu tempo, a pizza era mista/mussarela/portuguesa. E olhe lá. Não havia a pizza de tomate seco com mussarela de búfala no cardápio, por exemplo. Embora tomates e búfalas estejam por aí, nas ruas, nas praças, nos clubes, há séculos.

.children

Mamãe vive me rogando pragas, dizendo que ainda terei filhos histéricos e que me darão muito trabalho. Tudo porque não gosto de crianças. Mas não odeio pivetes de modo geral. Só repudio os burros e os incovenientes, é tudo tão simples. Eu não sou uma pessoa difícil, enfim.

Essa semana, me chamaram de “galega” de novo. Não sei porque, me lembrei que, por conta de meu biotipo, ahn, exótico para os padrões locais, tive que agüentar por toda minha vida escolar os coleguinhas malas que chamavam minhas sardas de sarnas. Imbecis. Se a pessoa é imbecil aos cinco aninhos, imaginem aos trinta. Fora que eu era exemplinho nas aulas de genética, sobre os recessivos e os albinos. O professor falava do assunto e era imediato, a galera virava pra trás e mirava. Crianças estúpidas. Odeio crianças estúpidas.

.hereditariamente

Eis que a fatura do cartão de crédito do papai chega super depois do vencimento. Ele liga pra reclamar, com aquela delicadeza típica de nossa família gentil. Detalhe que ele já estava puto com a euforia do locutor do futebol de areia, que torcia para Portugal em cada gol.

Telemarketing 1: Bom dia, senhor.
Papai: Seguinte. Eu queria comunicar que a minha fatura só chegou hoje, depois do vencimento. Espero que isso não me traga nenhum problema.
Telemarketing 1: Um momento, senhor… Olha, o cartão do senhor venceu no dia 07 e hoje é dia 11, senhor.
Papai: Certamente. Se eu não ligasse pra você, aposto que jamais teria observado essa questão das datas. Olha, mas quero reclamar sobre o serviço de vocês. Como a empresa deixa a fatura chegar na minha casa quase UMA SEMANA depois do vencimento?
Telemarketing 1: Reclamação sobre serviços é em outro setor, senhor. Vamos estar transferindo sua ligação.

[30 minutos - Chopin]

Telemarketing 2: Boa tarde, senhor.
Papai: Opa, boa tarde, já estou esperando há meia hora. É, as coisas são sempre assim. Quando não interessam à operadora de cartões, vocês deixam o cliente exausto, de molho, pra ver se desiste da reclamação, não é. Enfim, depois falamos sobre o processo que posso mover. Estou ligando para reclamar sobre o envio da fatura de vocês. Aliás, o “não-envio” da fatura. Não é a primeira vez que isso acontece.
Telemarketing 2: Por favor, o senhor pode me confirmar alguns dados, por questões de segurança do nosso sistema? Nome do pai?
Papai: Manoel…
Telemarketing 2: Nome da mãe?
Papai: Maria… É, por favor, meu querido, qualé seu nome?
Telemarketing 2: André.
Papai: E o nome do seu pai?
Telemarketing 2: ?
Papai: É por questões de segurança aqui do meu sistema. E o nome da sua mãe?

.empreendedorismo

Não, eu não sou frustrada por não ter sido rainha do milho na minha quarta série. Ohh, eu era tão feinha, que só vendo. Não tinha nenhuma perspectiva, diante daquele meu corte horroroso de cabelo horroroso. Mas enfim, tínhamos as semanas culturais da escola e a feira anual de ciências como oportunidades únicas de mostrar o corpo para os meninos, durante o ano letivo. Lembro-me de que sempre pensei grande, nesses eventos. Na oitava série, ficamos no pódio, com nosso projeto que envolvia operações genéticas com ratinhos. Não, nenhum foi maltratado em nossos experimentos.

Mas todo o auge foi na terceira série, quando morava em Recife. Sim, eu trouxe a AMBIÇÃO para minha equipe. Porque o projeto era super sem graça, não lembro nem o que era, devia ser aqueles vasos comunicantes super previsíveis. Mas havia a guerra dos brindes: as equipes com os melhores brindes sempre recebiam mais visitantes e isso era sinal de muito status. Como esse sempre foi um valor espiritual que prezei, tive a idéia de juntar minhas outras amigas de 10 anos e pedir patrocínio na fábrica da COCA COLA, em Jaboatão dos Guararapes. Rapaz. As pivetas fardadas, tudo pegando um ônibus intermunicipal, escondidas, BR adentro, pra ir a fábrica da Coca Cola. Nem preciso dizer que minha mãe quase teve uma síncope - e quase levo uma surra, quando ela soube. É, surra. Porque minha educação foi super true, ó. Na minha época, tinha mané terapia não.

A informação relevante foi que eles, depois de nos doparem com litros de coca, deram réguas, marcadores de livro, um monte de caneta, umas miniaturas, ISQUEIROS [para nós, pivetas de 10 anos, isqueiros, detalhe] e uns bonés super bacanas, que foram disputados a tapa por toda a escola. Até os professores queriam.

Fica a lição de vida de hoje, que deve ser algo do tipo: tudo vale a pena, quando bonés estão em jogo. [filmes americanos quase sempre terminam com esse tipo de frase "estúpida" - que é minha palavra do dia, como vocês já observaram. It´s such a beautiful word]

[...]

- Pois é. Até que trombei com Gianecchini solteiro e minha vida mudou.

suede, the drowners



.direto ao assunto O primeiro post, abaixo, foi a…

11 11 2006

.direto ao assunto

O primeiro post, abaixo, foi apenas um preâmbulo.
E a palavra “preâmbulo”, vocês sabem, é mui-to-le-gal.

.vou te contar

Nada contra o everlasting love entre o casalzinho pré-adolescente de Páginas da Vida. Mas TUDO contra aquele Chopin - acho que é Chopin - que se intromete toda vida bem na hora H das crianças. Depois de 6037830568 sonatas e 80760572604 concertos de piano [esse personagem deve ser lobby do Renato "Queijos&Vinhos" Machado, do Bom Dia Brasil], eis que o sósia do Felipe Dylon pega de verdade, pesaaaado, a comedorazinha de cocada. Legal, se a cena não tivesse durado TRÊS capítulos. Entediante. Era tudo muito tântrico pro meu gosto.

Beija o nariz - Chopin. Agora o queixo - Chopin. Toca a alcinha da blusa - Chopin. A brisa saracoteia as janelas da casa da serra de Petrópolis - Chopin. O sol inunda o quarto no dia seguinte - …Chopin! Tudo bem que as cenas tórridas de Emmanuelle eram intercaladas com as paisagens do país em que ela estivesse, mas não há comparações. Inclusive pelos instigantes títulos, como Emanuelle and the Last Cannibals (1977), Emmanuelle Goes to Cannes (1985) ou Emmanuelle Private Collection: Emmanuelle vs. Dracula (2004).

Ah, meus 13 anos.

Sim, voltando. Forçação maior ainda foi o inimaginável diálogo pseudo-descolado-contemporâneo entre mãe e filha, com ares de cumplicidade, no day after. Isso depois de 15 flashbacks de surreais conversas da mãe com outras mães da alta sociedade, durante um chá das cinco, sobre a necessidade de sempre comprar camisinhas pros filhos e filhas e deixar na carteira deles.

- Filha! Que lindo. [abraço emocionado] Sei bem como você está se sentindo. É tão mágico!
- Mãe, queria te contar tudo, como aconteceu…
- Não, filha. Meu amor, guarda isso só pra você, no seu coraçãozinho…

Como assim?!? A menina queria contar TUDO pra mãe? Come on, que país é esse? Observem a atitude EMO dessa geração de adolescentes. Mané contar pra mãe, porra. Isso é falta de peia. Se fosse na vida real, no meu tempo, era exatamente o contrário. A gente era true nos eighties. A filha querendo esconder o chupão no pescoço, jogando o cabelo em cima e tampando com base de maquiagem - no tempo em que ainda havia chupão, claro. A mãe fingia que não sabia de nada e fuçava as coisas da gente, até encontrar as camisinhas e pílulas que tanto procurava.

.túnel do tempo

Ainda no assunto “gerações”, não posso deixar de abordar as tendências culinárias que dominam os cardápios contemporâneos. Não falo apenas do catupiry e do queijo cheddar, que invadem coxinhas, empadas, tortas, ruffles, pringles, cafés com leite e qualquer coisa que a gente consuma no dia-a-dia. Mas vocês hão de convir que há coisas, como os tomates secos, que aparentemente não existiam há, sei lá, 15 anos. No meu tempo, a pizza era mista/mussarela/portuguesa. E olhe lá. Não havia a pizza de tomate seco com mussarela de búfala no cardápio, por exemplo. Embora tomates e búfalas estejam por aí, nas ruas, nas praças, nos clubes, há séculos.

.children

Mamãe vive me rogando pragas, dizendo que ainda terei filhos histéricos e que me darão muito trabalho. Tudo porque não gosto de crianças. Mas não odeio pivetes de modo geral. Só repudio os burros e os incovenientes, é tudo tão simples. Eu não sou uma pessoa difícil, enfim.

Essa semana, me chamaram de “galega” de novo. Não sei porque, me lembrei que, por conta de meu biotipo, ahn, exótico para os padrões locais, tive que agüentar por toda minha vida escolar os coleguinhas malas que chamavam minhas sardas de sarnas. Imbecis. Se a pessoa é imbecil aos cinco aninhos, imaginem aos trinta. Fora que eu era exemplinho nas aulas de genética, sobre os recessivos e os albinos. O professor falava do assunto e era imediato, a galera virava pra trás e mirava. Crianças estúpidas. Odeio crianças estúpidas.

.hereditariamente

Eis que a fatura do cartão de crédito do papai chega super depois do vencimento. Ele liga pra reclamar, com aquela delicadeza típica de nossa família gentil. Detalhe que ele já estava puto com a euforia do locutor do futebol de areia, que torcia para Portugal em cada gol.

Telemarketing 1: Bom dia, senhor.
Papai: Seguinte. Eu queria comunicar que a minha fatura só chegou hoje, depois do vencimento. Espero que isso não me traga nenhum problema.
Telemarketing 1: Um momento, senhor… Olha, o cartão do senhor venceu no dia 07 e hoje é dia 11, senhor.
Papai: Certamente. Se eu não ligasse pra você, aposto que jamais teria observado essa questão das datas. Olha, mas quero reclamar sobre o serviço de vocês. Como a empresa deixa a fatura chegar na minha casa quase UMA SEMANA depois do vencimento?
Telemarketing 1: Reclamação sobre serviços é em outro setor, senhor. Vamos estar transferindo sua ligação.

[30 minutos - Chopin]

Telemarketing 2: Boa tarde, senhor.
Papai: Opa, boa tarde, já estou esperando há meia hora. É, as coisas são sempre assim. Quando não interessam à operadora de cartões, vocês deixam o cliente exausto, de molho, pra ver se desiste da reclamação, não é. Enfim, depois falamos sobre o processo que posso mover. Estou ligando para reclamar sobre o envio da fatura de vocês. Aliás, o “não-envio” da fatura. Não é a primeira vez que isso acontece.
Telemarketing 2: Por favor, o senhor pode me confirmar alguns dados, por questões de segurança do nosso sistema? Nome do pai?
Papai: Manoel…
Telemarketing 2: Nome da mãe?
Papai: Maria… É, por favor, meu querido, qualé seu nome?
Telemarketing 2: André.
Papai: E o nome do seu pai?
Telemarketing 2: ?
Papai: É por questões de segurança aqui do meu sistema. E o nome da sua mãe?

.empreendedorismo

Não, eu não sou frustrada por não ter sido rainha do milho na minha quarta série. Ohh, eu era tão feinha, que só vendo. Não tinha nenhuma perspectiva, diante daquele meu corte horroroso de cabelo horroroso. Mas enfim, tínhamos as semanas culturais da escola e a feira anual de ciências como oportunidades únicas de mostrar o corpo para os meninos, durante o ano letivo. Lembro-me de que sempre pensei grande, nesses eventos. Na oitava série, ficamos no pódio, com nosso projeto que envolvia operações genéticas com ratinhos. Não, nenhum foi maltratado em nossos experimentos.

Mas todo o auge foi na terceira série, quando morava em Recife. Sim, eu trouxe a AMBIÇÃO para minha equipe. Porque o projeto era super sem graça, não lembro nem o que era, devia ser aqueles vasos comunicantes super previsíveis. Mas havia a guerra dos brindes: as equipes com os melhores brindes sempre recebiam mais visitantes e isso era sinal de muito status. Como esse sempre foi um valor espiritual que prezei, tive a idéia de juntar minhas outras amigas de 10 anos e pedir patrocínio na fábrica da COCA COLA, em Jaboatão dos Guararapes. Rapaz. As pivetas fardadas, tudo pegando um ônibus intermunicipal, escondidas, BR adentro, pra ir a fábrica da Coca Cola. Nem preciso dizer que minha mãe quase teve uma síncope - e quase levo uma surra, quando ela soube. É, surra. Porque minha educação foi super true, ó. Na minha época, tinha mané terapia não.

A informação relevante foi que eles, depois de nos doparem com litros de coca, deram réguas, marcadores de livro, um monte de caneta, umas miniaturas, ISQUEIROS [para nós, pivetas de 10 anos, isqueiros, detalhe] e uns bonés super bacanas, que foram disputados a tapa por toda a escola. Até os professores queriam.

Fica a lição de vida de hoje, que deve ser algo do tipo: tudo vale a pena, quando bonés estão em jogo. [filmes americanos quase sempre terminam com esse tipo de frase "estúpida" - que é minha palavra do dia, como vocês já observaram. It´s such a beautiful word]

[...]

- Pois é. Até que trombei com Gianecchini solteiro e minha vida mudou.

suede, the drowners



.faltam 12 dias Separem a melhor roupinha de vo…

11 11 2006

.faltam 12 dias

Separem a melhor roupinha de vocês. Teremos um evento importante para ir, no dia 23 de novembro, as 18h.

Sugiro sapatos confortáveis e tecidos leves, por conta do calor INSUPORTÁVEL DESSA CIDADE QUE SÓ VIVE ENSOLARADA NÃO VENTA NÃO CHOVE NÃO NEVA E NÃO TEM GAROA E FICA SEMPRE NESSE CLIMINHA HORRENDO QUE ACABA COM O CABELO E A PELE DA GENTE E AINDA POR CIMA NOS FAZ SUAR EM BICAS PERDENDO TODA A FINESSE E DEIXANDO TODO MUNDO COM CARA DE MONSTRO CANSADO E COM A PELE BRILHANTE ASSIM QUE SAI DE CASA AS OITO DA MANHÃ.

- Ahh, desabafei. Mas conto novos detalhes do evento secreto posteriormente, em breve.
Se matem de especular nos coments - conheço vocês.

elvis costello, she



.enquanto isso, na tv local… - Menina, então vo…

6 11 2006

.enquanto isso, na tv local…

- Menina, então você já está nesse projeto de dança para a terceira idade há dois anos! Que legal! Olhaí, já poderia até ser uma das dançarinas de Dorgival Dantas. Ou, quem sabe, ir para Portugal, né? Ser musa do Carlos Gardel.

Ahn?!?

Enfim. Além do óbvio absurdo ululante da frase, consideremos que deveria ser proibido por decreto a coexistência impune de “Dorgival Dantas” e “Carlos Gardel” numa mesma oração.

[...]

Em seguida, a receita do BRIOCHE DE TABULEIRO [que é tipo o velho folhado de queijo&presunto]e o SORVETE DE REQUEIJÃO.

- E você pode servir com um suco concentrado de maracujá, uma calda de goiabada ou morango, polvilhar farofa de biscoito ou queijo ralado.

Hmmmm!
Vai, vai, solta os cachorros, Cesinha.

beck, nausea



.aquário "Os aquarianos têm uma necessidade v…

6 11 2006

.aquário

“Os aquarianos têm uma necessidade vital de espaço. Detestam ambientes entulhados e portas com entradas e saídas obstruídas. Precisam da sensação de amplitude - como o ar - e de poder circular com facilidade. Precisam de arejamento! Ideal para eles, são ambientes grandes, pés direito altos, janelas amplas e com vista, de preferência panorâmica, que lhes dê a sensação de liberdade. Por isso, podem gostar de morar em andares altos. É melhor para eles um único espaço grande do que vários cômodos pequenos. Apreciam uma linha de decoração mais vazia e simples. Estilo clean. Poucos objetos e poucos móveis. O que a maior parte de nós chamaria de aconchegante, para eles, é claustrofóbico. É indispensável que os espaços estejam livres e desimpedidos.

Como são muito inquietos, e têm dificuldade de relaxar e desligar, é melhor viverem num ambiente doméstico ou de trabalho que ofereça pouco estímulo visual e auditivo. Ou seja, precisam de silêncio, cores neutras e poucos cacarecos, pela frente. Tudo deve ser de fácil acesso. São criativos, ousados e podem fazer combinações inusitadas e quebrando completamente com o tradicional. Vão buscar um estilo sempre muito peculiar - fora dos padrões ditados pela moda. Podem adquirir peças kitsch, que fora da mão deles seriam consideradas de mal gosto. Podem optar por materiais sintéticos, que dão uma aparência “fake” por pura irreverência. Mas também gostam bastante de materiais metálicos, aço escovado ou inox que podem ser encontrados em suas geladeiras e fogões. Tudo com um estilo high tech, linhas arrojadas e design futurista. Adoram a casa de estilo “inteligente” - controle remoto para o ar condicionado, som, tv e luzes.

Os tons metálicos serão seus preferidos, principalmente o azul acinzentado. Como enjoam muito facilmente das coisas, é melhor que elas não sejam muito caras para que possam ser trocadas de tempos em tempos. Apreciam as novidades, portanto os últimos lançamentos do mercado costumam estar presentes em sua casa. Como desprezam o óbvio, o básico e o tradicional, gostam de subverter a ordem e de ver as coisas sob outra ótica. Assim, podem usar uma colcha como cortina, uma chaleira como vaso de planta. E um tapete persa ou quadro valioso pode ser encontrado, por exemplo, na copa ou no banheiro.

Não têm apego pelas coisas, de modo que as substituem facilmente, dando à casa sempre uma cara nova”.

.e lua em gêmeos, descobri há… cinco minutos

A posição Natal da Lua no Signo de Gêmeos cria uma necessidade de racionalizar os sentimentos e as emoções e depois comunicá-los. Precisam que as pessoas ouçam o que elas sentem. A palavra é a grande aliada dos seus sentimentos. Sabem colocar em palavras o que estão sentindo e conseguem muita coisa por causa disto. Querem aprender tudo sobre o mundo das emoções.

Quando estão tocados por alguma emoção, pensam, pensam, pensam e decidem, mentalmente, o destino daquele sentimento. Não sabem o que sentem. sabem o que pensam sobre o que sentem A sua segurança emocional está ligada a possibilidade de compreenderem o que está acontecendo e ajustar a mente a isto. Querem saber o que e o porque de tudo. O contato social, casual com outras pessoas é para eles uma necessidade emocional.

Sentem-se satisfeitos em meio a uma certa agitação e quando estão fazendo várias coisas ao mesmo tempo. Também se sentem felizes quando estão em movimento, explorando novos lugares e conversando com as pessoas sobre os mais diversos assuntos. Abominam a solidão. Tudo que possam ler, aprender, e conversar sobre o assunto que os afeta, os deixará emocionalmente mais seguros. Pessoas inteligentes, articuladas , intelectualmente preparadas e com habilidade verbal dão muito mais amparo do que alguém afetivo, prestativo ou mesmo gentil.

Detestam gente burra. Ficam inseguros com elas. Seus sentimentos, estranhamente, obedecem a uma lógica. Têm humor variável e emoções instáveis. Podem mudar seus sentimentos em relação a alguém ou a alguma coisa, e estas perderem ou ganharem importância de uma hora para outra.

Sentem-se mais à vontade na cidade do que no campo. Para manter o interesse num relacionamento estável precisam se complementar com relacionamentos sociais e de amizade. Envolvimentos emocionais muito profundos e próximos podem deixá-los inquietos Preferem as relações mais soltas e mais leves. São avessos a demonstração de ciúme, possessividade e drama. Acreditam que tudo pode ser resolvido pela conversa. Para eles o sexo começa na cabeça e só depois de se sentirem envolvidos mentalmente por alguém é que se sentirão atraídos fisicamente.

- Taí. Esse site é mui-to-bom nisso.

madonna, tell me



Bogotá, 1947 A selva se faz densa atrás de nós. …

1 11 2006

Bogotá, 1947
A selva se faz densa atrás de nós.

Dos sórdidos diários de Lucy, que escreve posts em pleno meio dia de uma quarta-feira.
- Chamem a Super Nanny. Eu quero um cantinho da disciplina.

Top 3 frases de impacto da música popular

. “Vou negando as aparências, disfarçando as evidências”
[Evidências, Chitãozinho&Xororó]
. “Você reclama do meu apogeu”
[Temporal, Art Popular]
. “Desculpe se eu sou ousadinha”
[She-Ra, Xuxa]

Top 3 frases cinematográficas de relevo

. “- Os pinguins acasalam para toda a vida.
- Acha que os pinguins são católicos? [risos]“
[Em Alice, de Woody Allen]

. “Ele, com aquelas orelhas que só uma mãe poderia amar”.
[Em Dumbo, o elefante voador]

. “Isso é tão lacaniano”
[De Instinto Selvagem]

Top 7 xingamentos de novelas

.rameira
.leviana
.sórdida
.escroque
.vigarista
.mentecapto
.desqualificada

Top 7 frases de atrizes&modelos belas&ricas no projac

. “eu como de tudo, adoro macarronada”
. “segredo de beleza? beber muita água e ser feliz. a beleza vem de dentro”
. “somos apenas amigos” [sobre sua suposta relação com Dado Dolabella]
. “no dia-a-dia, uso camiseta branca e jeans, sem maquiagem”
. “o segredo é ter pé no chão e humildade. a gente aprende todo dia”
. “esse personagem foi um presente”
. “é uma terapia”

Top 8 frases de barraco

. “não grita na minha casa!!” [histérica]
. “quer queira quer não”
. “me respeite que eu não sou moleque!”
. “esse banheiro é pequeno demais pra nós duas”
[paloma duarte X camila pitanga, mulheres apaixonadas]
. “você está descendo demais a escadinha da dignidade!”
[helena, por amor]
. “queridinha, eu vou lutar pelo meu marido”
[ana furtado X viviane pasmanter, páginas da vida]
. “calma, peraí, não transo violência”
[C.A.Riccelli de sunga cavada, em vale tudo]
. “quem que tu pensa que tu é? uma dama?”
[vera fischer & xuxa, amor estranho amor)

[...]

E não percam. No próximo episódio…
- Revelações sórdidas! -

Lucy: os estrangeiros te amam. logo tu casa com um e me deixa aqui, com os entusiastas de pulseiras prateadas seccionadas me admirando.
Láris: é nada. eles amam qualquer um que consiga se comunicar em inglês.
Lucy: claro que não. o cara vai sair da noruega dele pra catar uma RUIVA aguada feito eu? aham, aham.
Láris: ué, whatstheproblem?
Lucy: cara. eles têm trocentas loiras lá. seria como eu viajar pra França e comer baião de dois.

- Luxúria! Obsessão! -

Lucy: pintei as unhas de vermelho. ficaram lindas.
Rafael: atitude. quer dizer que agora tu é boi garantido???

O post todo contou com a participação de Rafinha e suas muitas vicissitudes, aliás.

EM TEMPO:
Enquanto isso, na novela das oito - DAS OITO, eu disse -, a fotógrafa que paquera com homem casado traz o cenho franzido de preocupação e desabafa com a amiga no hospital.

- Estou com medo que ela me chame… me chame pra ficar com eles dois. Ela e o Renato.
- Por que?
- Ela fica me chamando pra visitá-lo no hospital, ela sabe muito bem o que ele sente por mim e parece não se importar com nossa aproximação.
- Você quer dizer que… ela quer um ménage?!
- Meu deus, tenho até medo de pensar nisso.
- Magina, menina. Uau, experimenta, sempre é bom fazer loucuras. Confesso que às vezes tenho essas idéias, para esquentar o casamento. [obs. essa amiga é a mulher do Paulo César Grande na novela]

Ok. O fato é que ninguém mandou tirar as crianças da sala e LÓGICO que minha prima pequena do interior-raiz perguntou pra mim o que era a homenagem.
E agora, José?

kraftwerk, popcorn