. Antes do post, uma pausa para reflexão. Pra você…
17 02 2007.
Antes do post, uma pausa para reflexão.
Pra vocês verem a resistência de alguns humanos a raciocinar: estamos na SÉTIMA edição do Big Brother e a galera ainda não tem a manha – os broncos pensam que fazer joguinho e complô pode levar a algum lugar. Como não há nenhum pobre na competição deste ano, a aposta certa é nos personagens autênticos, do povo, com carisma e, de preferência, de sotaque engraçado, tipo a mineira ou o cowboy. Correndo pelas beiradas, o loirão Street Fighter, o Alemão. Apesar de dançar olhando pro próprio abdômen e ostentar aquele cabelo arrepiado constrangedor, ele parece ser gente boa e tá se aproximando exatamente da mineira carismática. Elementar.
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Pra vocês verem a resistência de alguns humanos a raciocinar, novamente: amanhã, no Fantástico, uma reportagem vai alertar os pais em relação ao uso do cinto de segurança nos pivetinhos, já que muitos pais estão deixando de usar cinto por conta do caso João Hélio. Êê.
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É como um jornal local, semanas atrás, querendo trazer pra cá o temor de que a obra do metrô local também afunde e forme uma cratera local, que nem a de São Paulo. É a falta de assunto, só pode. Ou alguém falou em provincianismo?
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É lindo sair do Multiplex após o Rocky Balboa e, quando as luzes se acendem, perceber que os marombados deixam cair uma lagriminha, comovidos.
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Sabem a “social conscience” de que está imbuído este blog? Pois é. Tamos postando no comecinho do carnaval, pra trazer sorrisos e alento àqueles que vão ficar em casa nesses próximos dias e já não suportam mais:
1. A Globeleza nos humilhando com aquele corpo no ponto de purpurina.
2. Os homens suados, bêbados e da barriga peluda [é quando o inferno sobe à Terra] que aguardam ansiosamente o carnaval para se “vestirem de mulher”*.
3. Os entediantes flashes ao vivo de Salvador, em que você não vê nada, não escuta nada nem entra no clima coisa nenhuma, quando o narrador manda “aumentar o som”.
4. A Leci Brandão e sua animação e carisma contagiantes, comentando o desfile do Carnaval paulista as 2 da madrugada.
5. Aliás, o Carnaval paulista também, com celebridades da segunda divisão desfilando.
6. Cavaquinhos, cavaquinhos.
7. As frases chichês das coberturas, tipo “A folia não tem hora pra acabar”, “80 mil foliões participam do mela-mela em Beberibe”, “Essa turma trocou São Paulo pela alegria em Recife”, “A diversão não pára, aqui em Majorlândia”, “A criatividade do brasileiro nas fantasias, olha esse grupo”, “Se dirigir, não beba”, “A ordem é se divertir”, “O Galo da Madrugada está no Guiness Book”, “A emoção do recuo da bateria…”, “A prefeitura está distribuindo 500 mil camisinhas”, “Beija Flor de Nilópolixxx…. DÉIXXX!”, na apuração carioca. E outras tantas.
8. As rebuscadas explicações sobre os imensos enredos das escolas, que mais parecem compostos pelo Humberto Gessinger, tipo: “Alice no País das Maravilhas e Salvador Dalí visitam a terra da garrafa pet e reciclam a Guanabara com magia e esplendor”. Aí os comentaristas explicam que a ala dos, sei lá, Champingnons Azuis Guerreiros Surrealistas, remete aos cogumelos que Alice consumia na terra dela e tal. [pô. viajei, aê.]
9. A piadinha estúpida do “Você já viu a Mangueira entrar?”
* “vestirem de mulher” é super entre aspas. Porque homem, quando imita mulher, na verdade está imitando uma drag queen mal vestida. Hoje de manhã, vendo trechos do Galo da Madrugada em Recife, na Globo, vi uns caras de batom borrado, saia de tule, leques e blusinha ordinária daquele cetim fedorento e chinfrim, sem coordenação de cores. O horror, o horror. Ora, eu sou mulher e nunca andei por aí assim, nas ruas. Humpft.
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Diálogos insólitos
Lucy diz: Luis te contou meu episodio quase-Rocinha? Foi horrível, também. Tenho uma série de histórias de terror.
Adriano diz: Não contou não. Quicouve?
Lucy diz: Menino! Luis não te contou!??? No puedo creer
Adriano diz: é…
Lucy diz: Foi no retorno da Lapa, no sábado. Lembra que vocês me jogaram desprotegida numa van com um trocador e um motorista? Pois é. O cara, a 100 por hora, né. Direto, pela orla.
Adriano diz: Eu fiquei todo preocupado naquele dia.
Lucy diz: Daí, ele perguntou onde eu ia descer. E eu disse, né. “Barata Ribeiro com Constante Ramos”. E ele: “Beleza, senhora”. E continuou. Daí, foi entrando mó galera “da comunidade” na van. Mas tudo bem. Daí, notei que a gente estava no LEBLON, ou seja, Copacabana tinha mó passado.
Adriano diz: Putz. E aí?
Lucy diz: Meirmão…. 3 da manhã. Então eu perguntei prum moço da minha frente se Copacabana tinha passado, e ele: “moça, a senhora ia descer lá?” E eu: “IA, né?” Daí, o trocador, mó malandro: “Coééé, então a moça vai pra Rocinha ca geeeente… rãn, e de lá, rân, a gente põe ela noutra van, beleeeza”. Eu, naturalmente, dei um pití. “De jeito nenhum, eu quero ir pra Copacabana”.
Adriano diz: Cara… caramba… caraô!
Lucy diz: E o cara, cheio de malemolência e de correntes nas calças: “Coéééé, vai acontecer nada ca sinhora lá não, coééé”. E eu: “Coééé, eu seeeei. Mas pôa, você vacilôa e passou direto do meu ponto. Agora, tem que dar um jeito, meirmãão”. E isso, a van lotada, hahaha. Parada no meio do nada, imagina! E os caras: “Bora largar ela ai no Leblon!” E eu: “Mané, me deixar aqui não, coé, eu quero um ônibuxxx!”
Adriano diz: Devia ter descido e pegado um táxi…
Lucy diz: Pois os caras desviaram a rota e entraram naquela pracinha do Leblon e ficaram esperando um bus, COMIGO. Só deixei a van ir embora quando o USINA chegou. Que nome de linha mais desolador, USINA. Daí, com o ônibus em movimento, pergunto pro motorista se ele pararia perto da Barata Ribeiro. “Onde fica isso?”, ele perguntou. Eu acho que nunca tinha escutado nada tão reconfortante na minha vida…
Adriano diz: Passa pela Nossa Senhora de Copacabana, esse.
Lucy diz: Menino. Só sei que ele desceu nessa avenida aí. Desci no meio do nada, esquina com coisa nenhuma. Tirei as sandálias e saí correndo no meio da madrugada, até bater na Constante Ramos. Precisava ver meu estado, chegando lá. Quase quebrei a porta, resfolegante.
Adriano diz: O_o medo
[later]
Adriano diz: Sabe que dia é dia 19 de setembro? Dia de falar como pirata: http://www.talklikeapirate.com/
Lucy diz: Hum, interessante. Mais legal que aquele dia do pulo, pra deslocar a orbita terrestre, dia desses. Mas tem um dia, até marquei na agenda, que é de falar portunhol tosco. Isso sim é massa.
Adriano diz: Quando é?
Lucy diz: Menino, tenho que ver. Pera, vou procurar. Mas tu tá com amidalite, é? É horrível. Tive três vezes, num curto espaço de tempo, entre outubro e maio. Precisava ver a cara da minha mãe, quando a médica disse “E a gente pode pegar amidalite pelo ar e pelo contato com alguém contaminado”. Claro que mamãe só quis ouvir a parte do “…e pelo contato com alguém contaminado” e ficou me olhando com aquela cara de “O que você anda fazendo, hein??”. Mas, a respeito de doenças, nada chega próximo ao que passei ano passado. Tive até problemas de pele, sabe, por conta de stress. Uma irritação no pescoço. Eu tava somatizando tudo [aprendi essa expressão na ana maria braga].
Adriano diz: Acorda, menina. E o dia de pular passou, foi 20 de julho.
Lucy diz: Mas a pior coisa foi que eu inventei de procurar sobre minha “doença” na internet. caí num fórum de portadores de psoríase, que é uma dermatite sem cura. E vi que meus sintomas se encaixavam, sabe.
Adriano diz: O_o medo
Lucy diz: Foi horrivel!! Cara. Via depoimentos tipo “Sou do Colorado, 30 anos, e a doença começou no pescoço e se alastrou rapidamente, até a sola dos pés. Nunca mais levei uma vida normal, todos se distanciaram de mim”. Eu choraaaaaava, mas chorava, lá no trabalho. Liguei pra minha mãe, eu sou maluca demais. O médico dizia que eu não tinha isso nem brincando, mas eu ficava dizendo pra ele ser sincero comigo e me dizer a verdade, que eu tava preparada para o pior. Eu sou muito novelística. E ei, eu sei que o jump day passou. Tava comentando que o dia de falar como pirata é bem mais legal!
Adriano diz: Mas preciso de um papagaio.
Lucy diz: Ué. Tu já tem a perna de pau?
Adriano diz: Ainda não. Estou serrando minha perna agora.
Lucy diz: O_o medo. Boa noite e boa sorte.
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E nosso blog continua realizando a incessante busca pelos sonhos malucos postados no you tube, lá do Viva a Noite [viva! viva!]. A cereja do bolo do dia é o episódio com Simony e o fã passando glacê nela e na meia calça dela. Esse Gugu, hein. Um taradinho. Um desbunde. Ah, meus seis anos. Bons tempos - hoje, Gugu ensina a fazer gloss de margarina com ki-suco nas tardes de domingo.
Ah, e um parêntese pro cubo de acrílico em que a Simony está sentada. Cubo de acrílico sim, é ícone dos 80´s. Mané Ploc o quê. Cubos de acrílico, ouié.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=HZ1MxEFKbdA]
corcovado, tom jobim
Categorias : Stories







De fato, algumas pessoas vêm associando minha imagem aos artesanatos com garrafas pets. Ok, mas agradeceria que, quando vocês vissem algum comercial da Prada, da Osklen, da Burberry, da Cantão, da Saad, da Miu Miu, da Le Lis Blanc ou do YSL, também se lembrassem de mim, ó.








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